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Posts Tagged ‘sarapateliterário’

Margareth Rosas, direto da Lan House.Quem dá mais? Artur Rogério, Wellington de Melo ou Bruno Piffardini? Hummm, sei não, não sei, esses três dão mais que chuchu na roça. Eu estava lá, vi tudo e, principalmente, comi sarapatel. Quer dizer, tive muita sorte de comer sarapatel já que, em segundos, as cumbuquinhas em que o sarapatel tava sendo servido acabaram. Que produção de merda é essa? Eu juro que vi uma senhorinha babando de desejo por uma colherada de sangue de porco cozido, só que a coitada e toda a torcida do Sport ficaram só no desejo. Um evento que era pra uma centena de convidados, acho que arrumaram umas dez cumbuquinhas. Que merda é essa? Como é que esses Urros Masculinos querem fazer e acontecer na literatura pernambucana? Desse jeito? Deixando o povo morrendo de fome, babando? Pior não foi ter acabado as cumbuquinhas, pior foi aquela apresentação veada de seu Rogério que, como se não bastasse aquele jeitinho de “venha me comer”, ainda descoloriu o bigode e a barba e fez um pitó naquele cabelo que não vê tesoura desde a época em que eu era virgem. Puta merda! Eu tentando engolir o sarapatel e Rogério gritando não sei o quê, que Kaká, o jogador, é gostoso e o cacete. Vai arrumar um michê, caceta! Vai ali, naquele Cinemix, do lado do Edifício Módulo! Quer o endereço? E pior não foi comer o sarapatel ao som de Artur Rogério e aquela veadagem toda, pior foi o dia seguinte. Quanto vale uma cagada pós-evento literário ultrapop? Eu fiquei foi o sábado inteiro da cama, tentando terminar o Vozes do deserto de Nélida Piñon, pro banheiro, botando pra fora todo o estrago causado por esse sarapatel de veado. Um evento que não se vale pela literatura, aí eles inventam toda aquela parafernália, dão sarapatel ao convidados, tudo isso só pra dar público. E, ainda, no dia seguinte, põem todos os convidados pra sentar no trono. Ardeu.

Então os Urros se apresentaram com uma escritora-atriz que atende por Flôr. Sim, assim com circunflexo. Vejam a qualidade do negócio. Apresentaram um texto do deus Pablo Neruda. Não preciso nem dizer que tudo foi um desastre, não tinham ensaiado nada. Parecia um jogral de colégio de freira. Os quatro de preto, Melo com uma camisa de mímico, ok. Depois teve o leilão. Tudo muito bonito, martelinho rosa, Piffardini lá regendo o leilão, valores altos e eu só de olho na armação dessa turma, eles devem ter um pacto com o diabo, têm. Sei não. Não sei. Ainda lançaram um evento pra novembro, a Freeporto. Deus nos salve! Eles não têm nem criatividade pra inventar algo original de verdade. Aproveitam-se do contra-marketing pra aparecer na mídia. Esses Urros, sei não, não sei, deviam arrumar um emprego, lavar uma trouxa de roupa, fazer uma caridade. Do jeito que as coisas estão, eles vão inventar logo logo um Munguzá Literário ou um Chambaril Poético. Mas, ó, só uma dica, não comam nada do que for servido, é comida de oferenda pro Exu Caveira. E, ó, outra dica: é tudo puta e veado.

 

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Nota no Jornal do Commercio, 2 de junho de 2009

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Nota publicada no Jornal do Commercio, 1 de junho de 2009

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